Extrações II
O amor pelo novo
Pelo constante mutável
Que renova o que é ainda fresco
O que é o tedioso e o mórbido
Dispensável
Frente ao que chega intocado
Saudade do desconhecido
Do pouco utilizado
Não gasto
Que o é aos meus sentidos
Apenas
Desejo as não garantias
De uma nova infelicidade
Extrações III
Sofro de perdas
Do que nunca foi meu
De distâncias
Às quais nunca me acerquei
Sofro de amores
Que nunca senti
Amo expectativas
Que nunca me completaram
Amo as ilusões
Vivo as desilusões
Carrego as dores
Do que me é alheio
Sinto os pesares
E os olhares
Que me alienam
Percebo um mundo
Persigo terras
Em que outros caminham
Nenhum comentário:
Postar um comentário