Extrações II
O amor pelo novo
Pelo constante mutável
Que renova o que é ainda fresco
O que é o tedioso e o mórbido
Dispensável
Frente ao que chega intocado
Saudade do desconhecido
Do pouco utilizado
Não gasto
Que o é aos meus sentidos
Apenas
Desejo as não garantias
De uma nova infelicidade
Extrações III
Sofro de perdas
Do que nunca foi meu
De distâncias
Às quais nunca me acerquei
Sofro de amores
Que nunca senti
Amo expectativas
Que nunca me completaram
Amo as ilusões
Vivo as desilusões
Carrego as dores
Do que me é alheio
Sinto os pesares
E os olhares
Que me alienam
Percebo um mundo
Persigo terras
Em que outros caminham
quinta-feira, 26 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
Tudo é vazio.
Tudo é dúvida, tudo é muito
Tudo é demais e confuso
Tudo é querer sem querer
Perder sem ter
Tudo é palavra, tudo é segredo
Tudo é medo e certeza
Tudo é necessidade
É sentir tudo sem provar nada
Calar e não escutar
Tudo que não quer ouvir
Tudo que não quer falar
Tudo que não quer sentir
Tudo que pode suportar
Tudo que pode sufocar
E é quando tudo vai
Que tudo dói.
Tudo é demais e confuso
Tudo é querer sem querer
Perder sem ter
Tudo é palavra, tudo é segredo
Tudo é medo e certeza
Tudo é necessidade
É sentir tudo sem provar nada
Calar e não escutar
Tudo que não quer ouvir
Tudo que não quer falar
Tudo que não quer sentir
Tudo que pode suportar
Tudo que pode sufocar
E é quando tudo vai
Que tudo dói.
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